Uma aventura nas alturas dos céus
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Era uma manhã bem pequenininha quando Pip, o carteiro das nuvens, acordou saltitante e pronto para o trabalho.
Na nuvem-escritório, esperava por ele uma mochila enorme de cartas — mais do que nunca!
"Hoje vai ser um dia especial", disse Pip, sorrindo.
Pip pegou a primeira carta. Ela tinha um endereço bem estranho, escrito com letras coloridas:
"Para o Urso Bernardo, na Floresta do Fundo do Vale."
Pip abriu as asas — sim, os braços de Pip eram leves como asas! — e começou a voar pela floresta lá embaixo.
"Todo mundo lá fora tem mel, menos eu", resmungou Bernardo, franzindo o focinho.
— "Mas o que será que está chegando lá em cima?" —
— "Carta para o Urso Bernardo!" — anunciou Pip, pousando levinho na clareira.
Bernardo pegou o envelope com suas patinhas grandes e abrindo devagar, devagar...
Era da Abelha Bela! Ela tinha mandado uma receita do mel mais gostoso do mundo — com uma surpresa especial no fim.
— "Eu conheço essa letra!" — gritou Pip, animado. — "A Abelha Bela mora logo ali no jardim das flores!"
A Abelha Bela era famosa por fazer o mel mais amarelo e cheiroso de toda a floresta.
— "Vamos entregar juntos?" — perguntou Pip para Bernardo.
E assim, o urso grande e o carteirinho pequeno foram caminhando, lado a lado, pelo caminho do mel.
A Abelha Bela estava esperando entre os girassóis, com as asinhas agitando de animação.
— "Vocês chegaram! Que surpresa maravilhosa!" — ela cantarolou.
A Abelha Bela tinha preparado um pote de mel fresquinho especialmente para Bernardo. E ainda tinha mel de lavanda, mel de girassol e até mel de trevo!
De repente, Pip abriu a mochila e percebeu... havia ainda MUITAS cartas para entregar!
— "Ai, ai! Ainda tenho a carta do Coelho Tobias, da Raposa Rô, do Porco-Espinho Pim..."
Pip foi voando rápido para o rio. O Coelho Tobias já esperava na margem, pulando de um pé para o outro de expectativa.
No topo da colinha, a Raposa Rô rasgou o envelope com cuidado e leu a carta com olhos brilhantes.
Era uma mensagem da amiga dela que estava viajando para bem longe.
O Porco-Espinho Pim recebeu a carta com as patinhas quase tremendo de alegria — era um convite para a festa de aniversário do castor!
O sol ia descendo, todo dourado, e Pip voava mais devagar, sentindo o vento quentinho da tarde.
Só faltava uma carta. A última do dia.
A última carta era para alguém que morava em uma casinha pequena, com fumaçinha saindo da chaminé.
Pip pousou no portãozinho com cuidado.
A porta se abriu e apareceu a Coruja Dulce, com seus olhos grandes e dourados cheios de curiosidade.
— "Oh! Uma carta para mim?" — ela sussurrou, surpresa.
A Coruja Dulce convidou Pip para entrar e tomarem um chazinho enquanto ela lia a carta.
Era uma mensagem de um sobrinho dela que tinha aprendido a escrever pela primeira vez!
Lá de longe, Pip já via a sua nuvem-casa, brilhando como um farolzinho no céu da noite.
Tinha sido o melhor dia de trabalho de toda a sua vida de carteiro.
De volta em casa, Pip se afundou na poltrona quentinha com uma xícara de chá e ficou pensando em todos que tinham recebido uma carta hoje.
O Urso Bernardo, a Abelha Bela, o Coelho Tobias, a Raposa Rô, o Porco-Espinho Pim, a Coruja Dulce...
Todos tinham sorrido hoje por causa dele.
Então Pip teve uma ideia. Ele pegou um papel branco e começou a escrever uma cartinha. Também era bom receber cartas... mas também era muito bom escrever para alguém que a gente gosta.